quinta-feira, 9 de junho de 2011

Desabafo de uma manhã fria e cinza

Pra mim, não há nada mais triste do que ver as pessoas perdendo grandes momentos por coisas tão pequenas. O pai que não vai ao casamento da filha por uma briga boba. Amigas que deixam de se ver por causa de um mal entendido. Irmãos que ficam anos sem se falar. Besteiras que viram casos sérios e transformam as vidas e as pessoas.
 
Pior ainda quando o problema sequer existe. O "fato problemático", porém, é a coisa mais importante do mundo para a pessoa que o cria, que não consegue enxergar o lindo e próspero amanhã. Muitas vezes, Pessoa/Problema poderiam se chamar Criador/Criatura, pois é exatamente ali que o problema é concebido. Antes, ele não existia e amanhã, provavelmente, não irá existir, apenas na mente da pessoa que o criou.
Já dizia Renato Russo: "...nos perderemos entre monstros da nossa própria criação...."
 
E estes fatos ilusórios e imagináveis viram casos sérios, capazes de estragar nossos dias de trabalho, nossos finais de semana, nossas férias.
Até hoje tento achar a vacina para não me contaminar com mau humor, pessimismo, tristeza e desilusão, mas confesso que é muito difícil e muitas vezes eu falho nas minhas tentativas.
 
Dizem que quanto maior a altura, maior o tombo. Acho que esta é a minha explicação. Como eu estou sempre empolgada com tudo e tento dar o meu máximo para as coisas serem perfeitas, costumo murchar totalmente quando alguém tenta derrubar minhas energias com problemas que não existem.
 
Ainda mais quando se espera por um momento há muito tempo. E mais ainda quando já sabemos o que queremos da vida, quando estamos dedicando todo nosso tempo, energia e amor a algo ou alguém. Daí, além da cara de flor murcha, fica uma sensação de injustiça no ar e a absoluta falta de vontade e empolgação para fazer as coisas mais simples da vida, como trabalhar, por exemplo.
 
E por tudo isso é que eu penso que deveria estar em casa, dormindo, esperando esta dor passar, e as cores da manhã voltarem a colorir o meu dia.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E quando não dá mais tempo?

Sempre fui sonhadora. Desde criança, gosto de ficar imaginando as coisas que eu quero fazer.  Penso com detalhes, visualizo os cenários, sinto os cheiros, simulo mentalmente os diálogos e nestas, muitas vezes me peguei mexendo a boca, quase falando em voz alta.
"- Filha! Filha... Filhaaa!!"
"- Ahh mãe, sim, já vou, estava em outro mundo..."
Talvez seja por isso que eu consigo tudo que eu quero! pra mim as coisas sempre dão certo no fim. Não consegui ler todo o livro "O Segredo", mas de certa forma eu sempre apliquei as lições em minha vida. Quando eu quero ir para algum lugar, penso tanto que, quando acordo, já estou lá.
Estou numa fase em que, todos os dias, entro em sites de viagens. Fico me imaginando nos locais, fazendo os passeios, e tenho certeza de que vou conhecer tudo um dia. Tem lugar que é longe, tem lugar que é perto. Tem cidade histórica, tem acampamento. Tem que andar de trem, avião, buggy e navio. Tem que saber nadar e mergulhar. Tem que levar o pai e a mãe ou passar o tempo inteiro de mãos dadas.
Esses dias, pensei na minha querida avó.
O sonho dela é fazer um cruzeiro marítimo, desses que a gente só chega, larga as coisas na cabine e vai aproveitar. Infelizmente, acho que não deu tempo. Conversando com ela, descobri que se acha muito velha pra fazer esta viagem. Antes não tinha condições e agora as marcas da idade já estão muito fortes.
Ainda quero levá-la até a cidade em que passou a sua infãncia. Esta viagem dá pra fazer de carro, não precisa tirar férias, nem gastar todas as economias. Não será um cruzeiro, mas certamente será inesquecível.
Desta minha breve reflexão, posso tirar uma lição...
Por mais que os compromissos do dia a dia nos atropelem, sempre reserve um tempo para sonhar. Certamente fará a diferença na sua vida.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

E eu chorei de felicidade

Não há exatamente um motivo, mas quando me dei conta, estava chorando. E comecei a pensar em quanto tempo isso não acontecia comigo, enquanto remava naquela água transparente, indo pra lugar nenhum, apenas deixando o tempo passar.
E mentalmente passei a enumerar todos os fatos que me emocionavam naquele momento.
Por estar viajando pra um lugar novo. Por conhecer apenas uma única pessoa, num raio de 2000 km de onde eu me encontrava. Por esta pessoa ser tão especial, a ponto de me fazer amá-la. Por estarmos completamente sozinhos. Por estar fazendo tudo isso com o meu próprio dinheiro. E por um dia eu ter chegado a pensar que eu nunca mais seria feliz.

Sim, eu tinha mesmo é que estar chorando.