Pra mim, não há nada mais triste do que ver as pessoas perdendo grandes momentos por coisas tão pequenas. O pai que não vai ao casamento da filha por uma briga boba. Amigas que deixam de se ver por causa de um mal entendido. Irmãos que ficam anos sem se falar. Besteiras que viram casos sérios e transformam as vidas e as pessoas.
Pior ainda quando o problema sequer existe. O "fato problemático", porém, é a coisa mais importante do mundo para a pessoa que o cria, que não consegue enxergar o lindo e próspero amanhã. Muitas vezes, Pessoa/Problema poderiam se chamar Criador/Criatura, pois é exatamente ali que o problema é concebido. Antes, ele não existia e amanhã, provavelmente, não irá existir, apenas na mente da pessoa que o criou.
Já dizia Renato Russo: "...nos perderemos entre monstros da nossa própria criação...."
E estes fatos ilusórios e imagináveis viram casos sérios, capazes de estragar nossos dias de trabalho, nossos finais de semana, nossas férias.
Até hoje tento achar a vacina para não me contaminar com mau humor, pessimismo, tristeza e desilusão, mas confesso que é muito difícil e muitas vezes eu falho nas minhas tentativas.
Dizem que quanto maior a altura, maior o tombo. Acho que esta é a minha explicação. Como eu estou sempre empolgada com tudo e tento dar o meu máximo para as coisas serem perfeitas, costumo murchar totalmente quando alguém tenta derrubar minhas energias com problemas que não existem.
Ainda mais quando se espera por um momento há muito tempo. E mais ainda quando já sabemos o que queremos da vida, quando estamos dedicando todo nosso tempo, energia e amor a algo ou alguém. Daí, além da cara de flor murcha, fica uma sensação de injustiça no ar e a absoluta falta de vontade e empolgação para fazer as coisas mais simples da vida, como trabalhar, por exemplo.
E por tudo isso é que eu penso que deveria estar em casa, dormindo, esperando esta dor passar, e as cores da manhã voltarem a colorir o meu dia.